O canto que transforma vidas

Por Alberto Medeiros (Reitoria)

Amor à música e às crianças. É com essa perspectiva que a professora Lourdinha Lima Medeiros desenvolve o seu trabalho no Coral Infantil do IFRN, fruto de um projeto de extensão que teve início em 2010. No entanto, a paixão pelo que faz já vem de muito antes. Desde o início da carreira docente, no começo dos anos 1980, atua na musicalização infantil, proporcionando a introdução musical de centenas de meninos e meninas de modo que estejam focados não apenas no caráter técnico, mas também enxergando esse universo de uma forma lúdica e prazerosa.

“Desde muito cedo tenho uma profunda afinidade e amor pelas crianças. Sempre me relacionei muito bem, procurando também me fazer criança junto com elas, ouvindo e me interessando por aquilo que também lhes interessa. Muitas vezes os adultos não dão muita importância à fala das crianças, mas elas precisam ser ouvidas, amadas e compreendidas. No entanto, só o fato de gostar de crianças não significa dizer que alguém está apto a trabalhar com elas. É preciso buscar muito conhecimento e se aprofundar no assunto”, afirma.

Esse amor já rendeu vários frutos. Muitas das crianças a quem ensinou as primeiras notas, hoje são profissionais da área, seja como músicos de orquestras sinfônicas, seja atuando na carreira acadêmica e até mesmo na musicalização infantil de novas gerações. Segundo Lourdinha, também não são raros os casos daqueles que saíram de condições de vulnerabilidade e, mesmo não seguindo carreira, encontraram na música uma ponte para o crescimento pessoal e para a formação cidadã.

Redução das desigualdades
Ainda de acordo com a professora, seu trabalho que tem tudo a ver com o tema desta edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão do IFRN – Secitex 2018: Ciência para redução das desigualdades. “Percebemos a redução dessas desigualdades a partir da socialização das crianças, se integrando ao grupo, aprendendo a se respeitar, a ouvir e dar suas opiniões. Isso faz com que se sintam incluídas e valorizadas. Certo dia ouvimos de uma delas: ‘aqui descobri coisas que nem sabia que seria capaz de fazer’. O coral é um instrumento transformador de realidades”, declara.
Formada em Licenciatura em Educação Artística, com habilitação em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lourdinha Lima concluiu mestrado em Artes pela Unicamp e, posteriormente, especializou-se em Musicoterapia pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda. Participou de diversos cursos e congressos voltados a formação na área da musicalização infantil, de âmbito nacional e internacional.
Em meio a essa trajetória, trabalhou no SESI e depois passou a lecionar no Curso de Iniciação Artística e no Curso de Licenciatura em Música, pela Escola de Música da UFRN, até setembro de 2008. No ano seguinte, ingressou no IFRN como docente, atuando nos cursos técnicos integrados e no curso superior de Tecnologia em Produção Cultural.
Sobre o Coral Infantil do IFRN
Na apresentação da abertura da Secitex, o Coral Infantil do IFRN contou com a participação da pianista Aniele Farias, integrante do grupo desde 2010 e aluna do curso técnico em Piano Erudito da Escola de Música da UFRN. Colaboraram ainda a servidora do Campus Natal – Central Wilma Azevedo e os bolsistas do projeto Rafael F. da Silva e Valdemar Júnior, ambos discentes de cursos técnicos integrados do Campus Natal – Central
Desde sua criação, em maio de 2010, o Coral Infantil do IFRN  mantém-se como um grupo cultural permanente, aberto à comunidade, atendendo principalmente crianças na faixa etária de 8 a 14 anos. A sua proposta é desenvolver a musicalidade da criança através do canto coral, fazendo com que o aluno participe de experiências estéticas, vivendo a música e suas possibilidades de uso, integrando os aspectos físico (percepção, motricidade), afetivo (sensibilidade, expressão) e intelectual (compreensão e análise).
“Sabemos que é na infância que todas as bases sensoriais, afetivas, mentais, morais, sociais e estéticas são construídas. Essas capacidades, depois de desenvolvidas, vão ser úteis ao indivíduo para o resto de sua vida e tudo isso pode ser estimulado através do Coral Infantil. Assim sendo, o Projeto tem como proposta incentivar o canto coletivo como forma de produção artístico-musical e cultural, por meio de um repertório diferenciado”, informa.
O Coral tem realizado diversas apresentações públicas na comunidade e participado de diversos eventos, entre os quais o XII Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical, o 1º Festival Arte & Cultura do Centenário do IFRN, o I Simpósio Internacional Luso-Brasileiro de Ciências da Educação e o Encontro de Corais da Cidade do Natal.
Participação
As inscrições para o Coral Infantil do IFRN acontecem a cada início de semestre letivo da instituição. Para se inscrever, os pais ou responsáveis pelos alunos deverão procurar o Núcleo de Artes do Campus Natal – Central (Nuarte) e apresentar cópia do RG e CPF, uma foto 3×4 e comprovante de residência. A participação é gratuita.

Orquestra Jovem Popular estreia em abertura da Secitex

Por Gabriela Severiano (estagiária da Reitoria)

A Orquestra Jovem Popular, um projeto encabeçado pelo professor Valdier Santos Júnior, do Campus Natal Central, tem como proposta representar o IFRN musicalmente no Rio Grande do Norte. À Banda Sinfônica que existia anteriormente foram adicionados instrumentos de corda – como violino, violoncelo e viola – mudando a proposta do grupo para a de uma orquestra sinfônica.

“O IFRN tem mais de 100 anos, então é importante que tenha uma orquestra, algo que represente o Instituto em todo o Rio Grande do Norte”, explica o professor Valdier. O foco da orquestra, diferente de muitas outras no estado, é a música popular, trabalhando muitas vezes com pesquisas por parte dos alunos sobre o que na música popular pode ser tocado na orquestra. Atualmente, há 46 instrumentistas na orquestra, todos alunos do IFRN, o professor também cita como objetivo do projeto abranger alunos de vários campi do Instituto.  Na abertura da Secitex, onde houve a estreia da orquestra, a regência ficou por parte de Valdier e de Amós Andrade.

A orquestra também representa para os alunos a oportunidade de ter acesso à educação musical. “Sempre existiu a dimensão de que estudar música é coisa de pessoas com uma estrutura econômica elevada. Com a inclusão dos alunos na Orquestra, de fato, estamos diminuindo as desigualdades entre os que têm dinheiro, que podem pagar aula em escolas especializadas de música que, por sinal, cobram um valor bem elevado e os que não podem pagar”, exemplifica o professor Valdier. Para um aluno fazer parte da orquestra, ele deve ter pago a matéria de “Arte Música”, um edital para a inclusão de novos integrantes da orquestra será aberto em dezembro.

Outra oportunidade a qual os alunos têm acesso são os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) na área de música, além da infraestrutura disponibilizada a eles pelo IFRN, a exemplo da sala de música onde estudantes de piano podem praticar e os instrumentos emprestados para alunos levarem para casa.

A arte como refúgio na abertura da IV Secitex do IFRN

Por Leandro Lima Ribeiro (estagiário, Campus São Gonçalo do Amarante)

A cada passo da dança, uma mensagem de confiança. A cada olhar dos atores, uma luz de esperança. O texto de O Maquinário revelou que todas as desigualdades podem ser superadas de mãos dadas, apesar das dificuldades encontradas no meio do caminho. Nesse intuito, o Núcleo de Arte (Nuart) do Campus Mossoró do IFRN, composto pela Banda Sem Retorno, o Grupo Andaluz de Teatro e a Cia de Dança Passo com Passo, abrilhantou a abertura da IV Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão do IFRN (Secitex), na noite desta segunda-feira (29), no auditório do Campus Natal-Central.

Canelura, a cidade dos exilados e dos considerados “imperfeitos”, mostrou ao público que, embora as diferenças sejam uma condicional, elas devem ser consideradas, compreendidas e, sobretudo, respeitadas. As diferenças, segundo a peça, contribuem com a pluralidade de pensamentos, que traz ideias inovadoras e que contribui com o aprendizado. E a ciência, enquanto ferramenta de transformação social, pode e deve estar à disposição de todos para a redução de qualquer tipo de desigualdade.

O espetáculo, de acordo com Maria Luiza Lopes – coordenadora do Nuart Mossoró –, discute a concepção de padrões e defende que essa ideia de padronização apenas reforça a intolerância, dificultando o diálogo e a compreensão dos fenômenos com os quais lidamos no cotidiano. “O espetáculo pretende mostrar que padrões não existem e eles apenas dificultam a nossa convivência. Nós vamos mostrar que a Secitex é um lugar de desconstrução de padrões, um espaço de todos”, disse.

A dramaturgia e a produção, aspectos imprescindíveis para a construção de um bom espetáculo, foram desenvolvidos pelos próprios alunos. Ao todo, 45 pessoas estão envolvidas na elaboração do resultado final. Ao término, aplausos, sorrisos e emoções contagiaram o auditório, inclusive com lágrimas. No Nuart, o refúgio das diferenças. Na Secitex, a ciência para a redução das desigualdades. Nos corações, a esperança e a certeza de que, por meio de um passo de dança, é possível ser e fazer diferente.

Riston, um artista completo

Um dos dramaturgos de O Maquinário, Riston canta, dança e atua no espetáculo. No ensaio, de forma eufórica, transmitia convicção de que o mundo da cultura é seu. Autêntico e dono de uma presença de palco profícua, relatou que pretende viver de arte e ressaltou a importância da Secitex na formação dos alunos do IFRN. “Fico muito feliz em estar participando da Secitex. Esse evento foi muito importante para meu amadurecimento como artista”, relatou.

Sofia Vitória e a liberdade dos palcos

Se a arte é libertadora e até mesmo traduz o intraduzível, Sofia Vitória, aluna do curso de Eletrotécnica e integrante do Nuart-Mossoró. Sofia é transexual e um exemplo de que é possível, por meio dos palcos, encontrar soluções para incógnitas antes desconhecidas. Foi exatamente nesse espaço, onde é possível construir, reconstruir e desconstruir, que Sofia descobriu sua essência e, hoje, desprende-se doa padrões que, antes, sentia serem impostos. Nos palcos, encontrou a liberdade de ser feliz, de abraçar o mundo com sinceridade e de ser quem realmente sempre foi. A liberdade ecoou, em Sofia, como o voo de um pássaro que, depois da captura, pode abrir suas asas em direção da felicidade, dos bons ventos. “O acolhimento que eu tive no IFRN foi essencial para reconhecer como realmente sou. O Nuart, para mim, é refúgio”, contou.

Secitex 2018

A Secitex, em sua quarta edição, tem caráter itinerante e integra sete eventos: XIII Congresso de Iniciação Científica (Congic), o V Simpósio de Extensão, a V Mostra Tecnológica do IFRN, o II Prêmio de Empreendedorismo Inovador, a IV Exposição Científica, Tecnológica e Cultural (Expotec) do Campus Caicó, a II Mostra Coletiva de Arte e a III Olimpíada de Robótica do IFRN. Neste ano com mais de 3 mil inscritos, conta com apresentação de 351 projetos no Congic, 157 no Simpósio de Extensão, 40 na mostra tecnológica, além de 80 inscritos no Prêmio de Empreendedorismo Inovador, 51 equipes na Olimpíada de Robótica, além de apresentações de teatro, música, vídeo e fotografia na Mostra Coletiva de Arte.

Secitex 2018 tem início com celebração às diferenças

Por Annapaullinna Costa (Campus Apodi)

Nessa segunda-feira (29) foi dada a largada para o maior evento do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. A IV Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão (Secitex), realizada neste ano no Campus Natal-Central, é norteada pelo tema “Ciência para redução das desigualdades”. O evento segue até esta quarta-feira (31) e é aberto ao público em geral.

As atividades da Secitex tiveram início às 18h no auditório do Campus Natal Central. O espaço, com 550 lugares, ficou lotado com a presença de estudantes, servidores, diretores e demais gestores de campi, além de pró-reitores e do reitor do IFRN, professor Wyllys Farkatt Tabosa.

A cerimônia oficial de abertura foi iniciada com a peça “O Maquinário”, produzida e encenada pelo Núcleo de Arte do Campus Mossoró. A peça abordou a importância do convívio das nossas diferenças como forma de responder à pergunta “Como a ciência pode ajudar a reduzir as desigualdades?”. A peça teve a participação especial do Coral Infantil do Campus natal-Central e foi encerrada com a apresentação da Orquestra Jovem Popular, também do Campus Central.

As falas dos gestores, representantes da Instituição, integraram as apresentações culturais realizadas pelos estudantes do IFRN. Sobre o palco, ao som da música criada pelo Núcleo de Arte do Campus Mossoró especialmente para a abertura da Secitex, o diretor-geral do Campus Natal-Central, Arnóbio de Araújo Filho, falou do prazer em receber todo o IFRN para o evento. João Gabriel Azevedo, aluno do Campus Ceará-Mirim e representante da Rede de Grêmios do Instituto, destacou a importância da expansão da Instituição pelo interior e do trabalho realizado em todos os campi para o incentivo à ciência e à tecnologia.

O reitor Wyllys Farkatt Tabosa declarou aberto o evento motivando a participação de todos. “Depois da grandiosidade da mensagem passada pela peça O Maquinário, não tenho palavras. Cada dia essa instituição me surpreende mais. Cada dia vocês me alegram mais”, declarou o reitor que, em seguida, puxou do auditório um coro com o refrão da música “O que é, o que é”, de Gonzaguinha. Ao final, reforçou: “boa Secitex a todos, sejamos todos felizes!”.

Sobre a III Secitex

A Secitex, em sua quarta edição, tem caráter itinerante e integra sete eventos: XIII Congresso de Iniciação Científica (Congic), o V Simpósio de Extensão, a V Mostra Tecnológica do IFRN, o II Prêmio de Empreendedorismo Inovador, a IV Exposição Científica, Tecnológica e Cultural (Expotec) do Campus Caicó, a II Mostra Coletiva de Arte e a III Olimpíada de Robótica do IFRN. Neste ano com mais de 3 mil inscritos, conta com apresentação de 351 projetos no Congic, 157 no Simpósio de Extensão, 40 na mostra tecnológica, além de 80 inscritos no Prêmio de Empreendedorismo Inovador, 51 equipes na Olimpíada de Robótica, além de apresentações de teatro, música, vídeo e fotografia na Mostra Coletiva de Arte.

Secitex 2018

Versões FINAIS dos trabalhos selecionados deve ser enviadas até o dia 28/10

Os autores que tiveram trabalhos aprovados no Congresso de Iniciação Científica e na Mostra Científica terão até o dia 28 de outubro de 2018 para enviar as versões finais do seu trabalho (atendendo às observações dos avaliadores). A submissão das versões finais será realizada através do mesmo sistema ao qual foi submetida a versão inicial. Em caso de dúvida, pode ser enviado um e-mail para o endereço secitex@ifrn.edu.br.

Divulgados os dias e locais das apresentações do CONGIC e Simpósio de Extensão

A programação da SECITEX 2018 já começou a ser divulgada, através da publicação dos locais e horários das apresentações dos trabalhos do XIV CONGIC e do VI Simpósio de Extensão. Os trabalhos do CONGIC foram agrupados segundo as seguintes áreas:

  • CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
  • ENGENHARIAS
  • CIÊNCIAS HUMANAS
  • CIÊNCIAS DA SAÚDE
  • CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
  • ARTES, LETRAS E LINGUÍSTICA
  • CIÊNCIAS AGRÁRIAS
  • CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

 

Publicados os modelos de SLIDES e PÔSTERS

Foram publicados nas páginas específicas do XIV CONGIC e VI Simpósio de Extensão os modelos (Power Point) para apresentações em SLIDES e em PÔSTER. Se você tem trabalho aprovado em algum desses eventos, confira a página específica do evento e faça o download do respectivo modelo. Qualquer dúvida sobre o status do trabalho no sistema de submissões, envie um e-mail para secitex@ifrn.edu.br.